Extra, Extra !!!

O Homembit está de casa nova !!!

Atualizem seus Favoritos... Meu blog agora está no http://homembit.com.

Espero ver todos na casa nova :)

Homembit
Sobre o BRM... traduzindo... OpenXML round 2
A ISO publicou aqui um FAQ sobre o Balot Resolution Meeting (BRM) que é uma reunião que será realizada em Fevereiro para se debater a solução dada pelo ECMA aos singelos 3.500 comentários recebidos sobre o OpenXML.

Os países que votaram NÃO ao OpenXML deverão enviar seus representantes à esta reunião e os demais paises que votaram (Sim, e Abstenção) podem participar (mas não são obrigados a ir).

A reunião vai durar cinco dias e ao após a sua conclusão os NBs (entidades nacionais de normatização) terão um prazo de trinta dias para alterar seu voto (e vale alterar qualquer coisa para qualquer coisa, ou seja sim para não, não para sim, abstenção para qualquer outro e etc...).

Devido à uma limitação de espaço físico, cada delegação nacional tem garantida a participação de apenas um representante, (chamado de líder de delegação) e se houver espaço, outros membros podem participar (mas não se manifestar).

As brincadeiras de mal gosto já começaram e adivinham que vai representando Portugal ? Um "Gold Partner" da Microsoft... não é interessante ?

Pelo visto o "Jogo Limpo" já começou novamente...
ODF continua muito bem, obrigado
Foi publicado hoje um artigo meu no site da INFO (aqui) esclarecendo de uma vez por todas o FUD sobre o ODF.

Para quem quiser conhecer mais sobre o ODF e tirar pessoalmente qualquer dúvida sobre o FUD divulgado na imprensa, eu vou palestrar em dois eventos nos próximos dias.

Amanhã é no CONISLI 2007 em São Paulo e na próxima quarta feira no Latinoware em Foz do Iguaçu.

Entre um e outro, vou participar de um evento sobre interoperabilidade e inclusão digital no Rio de Janeiro que realmente recomendo a todos. O site do evento pode ser acessado aqui.

Espero econtra-los em um destes...
ODF e CDF
Recomendo a leitura de um post no blog do Avi que explica um pouco o que é o CDF e porquê ele não pode ser comparado imediatamente com o ODF.

O post pode ser acessado aqui .
Aberta a temporada de FUD contra o ODF

Está aberta a mais nova temporada de FUD contra o ODF.

O FUD da vez é sobre a posição da OpenDocument Foundation sobre o padrão ODF, que mudou a sua posição sobre o padrão e agora vai apoiar uma padrão que ainda está sendo estudado dentro do W3C (e que não é extamente a mesma coisa que o ODF).

O que assusta a quem olha pela primeira vez as declarações deles é a forma com que a imprensa tem divulgado tal posicionamento. Eles divulgam dizendo que "ODF abandona apoio a padrão próprio", sem se preocupar em entender quem é a OpenDocument Foundation e qual é realmente a sua relevância.

A OpenDocument Foundation é uma instituição similar à ODF Alliance, que foi criada para difundir o padrão ODF. Nos últimos meses, a OpenDocument Foundation ficou um tanto afastada das discussões internacionais sobre o ODF e acabou perdendo grande parte dos seus membros. Eles ainda desenvolveram um conversor para o ODF (DaVinci Plug-in) que teoricamente converte 100% dos documentos e teoricamente é software livre.

Insisto no teoricamente pois o plug-in não foi ainda usado ou tesado por ninguém (foi apresentado em eventos) e o código simplesmente não está disponível.

Para quem quiser mais informações sobre este tema e sobre a OpenDocument Foundation, indico um post do blog do Rob Weir que pode ser acessado aqui e explica bem isso tudo.

Em resumo, o ODF não foi abandonado e ao contrário continua crescendo. A OpenDocument Foundation é na verdade uma dupla de profissionais que provavelmente por motivos pe$$oai$ resolveram se afastar do desenvolvimento do ODF.

A ODF Alliance, os comitês do OASIS que desenvolvem o padrão e as empresas que apoiam a sua utilização continuam firmes e fortes...

Como disse no início do post, está aberta a temporada de FUD contra o ODF... Qual será o próximo ?
Compromisso da Microsoft com o OpenXML
Depois de passar o tempo que passei analisando o OpenXML, ver o esforço que a Microsoft fez e ainda faz internacionalmente para ter o seu padrão aprovado na ISO, confesso que não entendo realmente mais nada quando leio o seguinte trecho no blog do Brian Jones, da Microsoft:

"...é dificil para a Microsoft se comprometer com que for produzido pela
Ecma nos anos que virão
, porque não sabemos qual a direção que os
formatos tomarão. É claro que nos manteremos ativos e proporemos
mudanças baseadas no que queremos para o Office 14..."

Para quem quiser ver com os próprios olhos, o original do texto, uma resposta á comentários colocado por ele mesmo em seu blog, clique aqui.

O que eu realmente gostaria de saber é se alguém lá em Redmond sabe o que é um padrão aberto, qual é a sua utilização e finalmente, se a Microsoft vai ou não se comprometer com a utilização de padrões abertos (assumindo aqui que o OpenXML seja um padrão aberto, o que não é lá uma verdade absoluta).

Quando leio uma declaração destas do Brian Jones, fico imaginando como deve andar a cabeça dos gestores de TI atuais que confiam de olhos fechados na Microsoft (direito deles, é claro).

O que nosso colega Jones afirma é que a Microsoft está fazendo todo este esforço para ter o OpenXML aprovado mas não se compromete em suportar os padrão nas próximas versões da sua suite de escritório, pois atualmente o padrão atende aos interesses da empresa mas no futuro pode não ser assim.

Isso significa que se alguém migrar todos os seus documentos para o OpenXML, já possui de antemão uma declaração da Microsoft dizendo que não é certo que a próxima versão da suite de escritório suporte o OpenXML, ou seja, vai ter que migrar de novo, sempre de acordo com os interesses de momento da empresa de Redmond (o interesse deste momento é ter o mundo todo migrando para o OpenXML). Será que isso é gestão responsável de documentos eletrônicos ?

Para finalizar, até onde entendo, um padrão aberto é desenvolvido e mantido para atender aos os interesses comuns de um determinado grupo de organizações, beneficiando seus clientes através da verdadeira liberdade de escolha. O comprometimento destas organizações com a evolução e o suporte ao padrão aberto, mesmo que os rumos tomados por ele não atendam a 100% dos seus interesses, é fundamental para a sua continuidade e para continuar a oferecer os benefícios aos seus clientes.

Este comprometimento com o padrão aberto nada mais é do que respeito aos seus clientes. Será que isso é tão difícil de entender ?

Além disso, estamos falando aqui de documentos eletrônicos que armazenam dados vitais de empresas, o histórico de decisões políticas de um país, originais de livros escritos sobre os mais diversos temas e em resumo, grande parte da memória escrita da humanidade nos dias de hoje. Dá para brincar com tudo isso com base nos interesses pessoais de 6 ou 7 pessoas ?

Aguardo comentários...
Palestra sobre ODF em Curitiba
Estarei na próxima quinta feira em Curitiba e farei uma palestra sobre ODF na UFPR:

18/10/2007
Local: Auditório do Departamento de Informática, Centro Politécnico, UFPR
Horário: 17:30

Problemas relacionados á falta de interoperabilidade entre arquivos gerados por suites de escritório tem causado significativas perdas para empresas e usuários de tecnologia da informação. Estes problemas podem impossibilitar a troca de informações entre empresas ou até a recuperação de informações armazenadas a cinco ou dez anos, e se agravam quando as informações são governamentais e a troca delas impacta diretamente no atraso de atividades e recuperação da memória documentada dos governos.

O OpenDocument Format (ODF) é um formato aberto e livre de royalties que possibilita de forma efetiva o armazenamento, recuperação e troca de informações com total independência de aplicativos ou plataformas operacionais utilizadas. O ODF é um padrão ISO/IEC, baseado em XML, e está sendo traduzido para se tornar uma NBR (Norma Brasileira na ABNT).

O intuito da palestra é detalhar os principais problemas causados pela falta de interoperabilidade destes arquivos, apresentar o histórico do ODF e dar um overview técnico sobre o padrão, apresentar as principais inovações que o uso de ODF possibilita e descrever o status da adoção do padrão mundialmente. Pretende-se ainda descrever o processo pelo qual o ODF está passando dentro da ABNT.

Aguardo os leitores de Curitiba !!!
Tropa de Elite e um sinal concreto de mudança na sociedade
Desde que me envolvi com o trabalho colaborativo, no meu caso através do software livre, por ter sido talvez a primeira (ou única até então) forma de trabalho colaborativo a que tive acesso, não parei um minuto de imaginar quando esta nova forma de construção de conhecimento iria "infectar" outros setores da sociedade. Sempre imaginei que a próxima onda seria através da música, mas acho que estava equivocado (innovation happens anywere).

Sempre observo determinadas coisas que ocorrem em nossa sociedade sob a ótica de um investigador, que procura sempre a causa raíz, o motivo que está por trás de tudo o que ocorre, e observando algo que ocorreu recentemente no Brasil, passei a pensar sobre o assunto (e olha que isso não sai da minha cabeça já a algumas semanas).

Me refiro ao que ocorre hoje no Brasil com o filme "Tropa de Elite", que já foi assistido por milhares de pessoas, através de cópias piratas, semanas antes do lançamento oficial do filme, no próximo dia 12 de outubro. Neste exato momento, o programa Roda Vida da TV Cultura está entrevistando o diretor do filme e todos os convidados (incluindo o diretor) falam do filme como se ele já tivesse sido exibido em todos os cinemas do Brasil.

O fato concreto é um só: A versão final do filme vazou (criminosamente até então) e é possível comprar uma cópia alternativa do filme em qualquer camelô do Brasil (não uso aqui o termo "pirata", pois concordo em gênero, número e grau com o Sérgio Amadeu quando diz que o Brasil não tem pirataria, tem corso, mas isso pode ser tema de outro post. Estou aqui até extrapolando o limite dado ao conceito inicial dele, focado em software, mas isto é aceitável no ambiente de debate de idéias).

Tentei imaginar o que ocorreu para que tal vazamento desse tão certo e a conclusão final a que chego é que o ocorrido é um sinal claro de mudança dos tempos, em última análise mudança do mercado consumidor e que isso precisa ser levado em consideração com urgência por toda a sociedade.

Já conversei bastante com muitas pessoas sobre o tema e no início da minha reflexão, estabeleci uma tese inicial de que a permissividade do brasileiro a determinados tipos de ilegalidade e a famosa Lei de Gerson explicavam o ocorrido, mas não me covenci desta tese, principalmente depois que descobri que uma série de pessoas que são profundamente contrárias a tudo isso acabaram comprando a sua cópia alternativa e assisinto a ela (mesmo que neguem publicamente isso até o final da vida).

Passei então a imaginar que toda esta situação estivesse relacionada ao custo, afinal um DVD alternativo custa R$ 5,00 e pode ser assisitdo por um grupo de pessoas que certamente gastariam 10 ou 20 vezes mais que isso para ir ao cinema. Talvez para uma parcela dos compradores, o custo tenha sido a principal motivação, mas para outra o custo é irrelevante (e é essa que se vangloria de não ter visto o filme ainda).

A meu ver, esta segunda parcela comprou a sua cópia alternativa por não ter paciência de esperar a data de lançamento e/ou por não se sentir tão bem assim nas "confortáveis" salas de cinema que temos no Brasil.

Seja por um motivo ou pelo outro, o fato concreto é que o perfil do consumidor de cinema brasileiro mudou, e a curiosidade para ver um filme que retrata nossa realidade é gigantesca.

Passei então a pensar sobre até que ponto os fatores que elevam o custo e expandem o prazo de lançamento dos filmes atualmente é realmente válido e até que ponto ele está inchado (como já foi constatado no mercado fonográfico). Observei ai diversas similaridades com o movimento do Software Livre e confesso que estou impressionado com algumas coisas que constatei.

Falando em custos em primeiro lugar, ao contrário do que imaginamos, um grande filme não precisa ser necessariamente um filme caro, com muitos e elaborados efeitos especiais. Apenas para citar três exemplos de filmes que fogem completamente desta descrição e que estão em minha lista de favoritos, cito Cães de Aluguel, Festim Diabólico e Jogos Mortais. Os três filmes foram quase integralmente rodados em uma única locação (um galpão, um apartamente e um porão ou qualquer coisa parecida), com poucos atores e com efeitos especiais nada sofisticados. O seu grande segredo é a história muito bem escrita, roteiro exepcional e interpretação muito convincente dos atores. Com tudo isso colocado, não tenho dúvidas de que um grupo talentoso de escritores, roteiristas e atores amadores seriam capazes de produzir algo extremamente convincente. Atualmente câmeras digitais de qualidade já são acessíveis e dependendo do meio de distribuição, um celular na mão já é um excelente começo.

A distribuição do filme produzido poderia ser feita com custos próximos a zero, uma vez que temos atualmente YouTubes, redes P2P e demais mecanismos de compartilhamento de conteúdo. Quer comprar uma cópia em DVD... ótimo... é só olhar na esquina mais próxima e um camelô poderá lhe fornecer uma cópia.

Prá quem acha que estou maluco por escrever isso aqui, lembre-se que alguns projetos de software livre se iniciaram com poucas dezenas de linhas de código desenvolvidas por uma única pessoa e que altualmente possuem milhares de linhas de código e centenas de desenvolvedores (sem falar nos milhares de usuários no mundo todo). Fazendo a analogia correta, uma história ou um enredo de filme pode se iniciar pela vontade de colaborar de uma só pessoa e terminar em um filme de duas horas desenvolvido de forma colaborativa por centenas de pessoas no mundo todo.

Quanto ao famoso "modelo de negócios" por trás desta idéia maluca, novamente o software livre serve de modelo. Grandes estúdios, tal como grandes empresas de TI, poderão identificar talentos comprovados na comunidade e à estes oferecer excelentes oportunidades profissionais (até para que eles lhes ajudem a mudar a sua própria postura no mercado, como ocorreu com a IBM em TI por conta do software livre). Novamente a sustentabilidade através da prestação de serviços ainda é possível. Milhares de locadoras, donos de salas de projeção e até vendedores independentes (camelôs) podem colaborar economica ou financeiramente para a realização de novos projetos, afinal sua sustentabilidade dependerá disso.

Isso tudo pode parecer maluquice, mas eu realmente gostaria de compartilhar aqui estas idéias. A propósito, se alguém aí quiser começar o roteiro de um bom filme de horror baseado em São Paulo, me contate pois este Dr. Jekyll não tem vergonha em assumir que tem seu lado Dr. Hyde (literário, é claro... ou será que não ?).

Aguardo comentários.
Eu juro que estou tentando, mas tá difícil...

Há algum tempo atrás, fui criticado por alguns amigos (e leitores do blog) por ficar falando muito a respeito de uma determinada empresa e seus produtos e padrões.

Desde então, tenho me esforçado para evitar este assunto, mas cada dia fica mais difícil... eles se esforçam demais prá ser notícia.

Desta vez, foi descoberta uma falha no Excel que me deixou de cabelo em pé. Imagino como vai se sentir um gestor ou responsável por cálculos financeiros quando ler este artigo.

Aliás, gosto muito do blog onde o artigo está publicado. É um blog de tecnologia português e de vez em quando publica algumas notícias bem regionalizadas e interessantes para nós brasileiros verificarmos que no além-mar ainda convive com problemas como os nossos.

Vale mesmo a pena a leitura (e para quem tiver o software em questão, vale a pena ver com os próprios olhos a aberração...).

Quem testar, por favor envie um comentário pois não tenho o programa em questão e nao pude verificar a exatidão dos resultados.

A verdade um dia aparece

Fiquei surpreso quando li hoje uma resposta dada por um especialista em OOXML da Microsoft (Doug Mahugh) sobre a "real necessidade" do OpenXML se tornar um padrão ISO.

A resposta foi dada na Malásia ontem, em um evento intitulado "Microsoft TechEd 2007", quando lhe foi perguntado:

"Porquê a Microsoft submeteu o OpenXML através do processo de Fast Track na ISO ao invés de utilizar o processo tradicional da entidade? Não haveria menor resistência do que a encontrada atualmente?"

A resposta dele foi:

"O Office é um gerador de US$ 10bi de receitas para a companhia. Quando o ODF se tornou um padrão ISO, a Microsoft precisou reagir rápido pois existem determinados governos que possuem políticas de compras que dão preferências a padrões ISO. Ecma e OASIS são padrões internacionais, mas a ISO é o padrão internacional de ouro. A Microsoft então precisou se apressar para ter este padrão. É uma simples questão de interesses comerciais."

A notícia completa pode ser lida aqui .

Doug Mahugh é o especialista em OpenXML que tem rodado o mundo todo apresentando o padrão OpenXML e realizando workshops e treinamentos sobre o tema.

A verdade um dia aparece.... sempre...
Resultados do FastTrack

Eu imaginava que a célebre frase "tá ruim mas tá bom" era exclusividade da cultura brasileira, mas após a leitura rápida do resultado oficial do FastTrack do OpenXML, mais precisamente dos comentários enviados com os votos eu percebi que a coisa não é tão exclusiva assim.

Confesso que fiquei assustado com a quantidade (e gravidade) dos comentários enviados por países que votaram sim e por isso, gostaria de propor ao JTC1 que inclua uma terceira opção de votação na sua cédula oficial: Tá ruim mas tá bom.

Para quem quiser entender melhor o que estou falando, dê uma olhada nos resultados disponíveis aqui.

Olhem ainda o documento J1N8726-27.doc incluso no pacote, para ver o que é um relatório técnico bem feito (e ter uma idéia clara de como esta votação foi baseada em argumentos técnicos aprofundados).

Vivendo e aprendendo...
ODF vira norma brasileira até o fim do ano
Segundo Eugenio Guilherme Tolstoy De Simone, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a previsão é que dentro de três meses a norma já esteja pronta.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
06 de setembro de 2007 - 09h49

O padrão Open Document Format (ODF), já formalizado internacionalmente pela ISO para planilhas e documentos no final do ano passado, também será oficializado como norma brasileira (NBR).

Segundo Eugenio Guilherme Tolstoy De Simone, diretor de Normalização da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o trabalho de preparação está em andamento e a previsão é que dentro de três meses já esteja pronto para o lançamento no País.

A norma brasileira para ODF será inspirada na ISO/IEC 26.300. O padrão internacional propôs que, para abrir e usar arquivos de computador, os usuários não ficarão dependentes de um único produto.

O ODF atualmente é defendido por empresas e organizações como Red Hat, Novell, 4Linux, ODF Alliance, IBM, Sun Microsystems, Corel, entre outras. Apoiadores do padrão têm travado uma verdadeira batalha contra o OpenXML, idealizado pela Microsoft. Isso porque, alegam, quanto mais padrões existirem para um determinado tema, maior é a complexidade e o investimento desnecessário. “A Microsoft tem defendido o lema do: ‘quanto mais padrão melhor’, mas a história não tem mostrado que isso é bom. Quem tem dois padrões, na verdade não tem padrão nenhum”, comenta Jomar Silva, diretor do capítulo nacional da ODF Alliance.

“Costumo comparar com o padrão de energia elétrica no Brasil, o 110V e o 220V. Imagine que você more em um lugar onde só utilize o 110V e sempre que comprar eletrodoméstico vai pagar também por um conversor de voltagem. Na prática isso mostra que não são poucos os casos de consumidores que compraram um equipamento junto com seu eletrodoméstico e não usaram. É o mesmo caso de ter vários padrões nos documentos”, ressalta.

Na primeira etapa do processo da ISO, entretanto, não houve aprovação do OpenXML. O padrão não atingiu os 66,6% de votos favoráveis e menos de 25% de rejeição, conforme era necessário. A Microsoft, porém, não considera o resultado uma derrota, porque esta “não é uma etapa decisiva”, em sua avaliação.
Valeu ou não valeu ?

Tenho lido muita coisa equivocada sobre a validade do voto brasileiro no OpenXML e por este motivo, publico abaixo a explicação do voto dada pelo Sr. Eugenio Guilherme Tolstoy De Simone, Diretor de Normalização da ABNT (em resposta a uma jornalista que publicou ontem uma matéria que dizia que o voto brasileiro era inválido):

" Prezada Senhora,

Gostaria de esclarecer alguns pontos sobre a votação da proposta de norma sobre o OOXML (ISO/IEC DIS 29500), ocorrida na ISO.

Para aprovação de um documento, a ISO utiliza dois critérios, que devem ser atendidos simultaneamente:

a) Ter mais de 66,66% de votos “SIM” dos membros “P” votantes, não incluídas as abstenções; e
b) Não ter mais de 25% de votos “NÃO” do conjunto membros “P” + membros “O” votantes, não incluídas as abstenções.

O resultado da votação foi o seguinte:

a) Votantes membros “P”: 41
b) Abstenções membros “P”: 9
c) Votantes membros “P” válidos: 32
d) Votos “SIM” entre os membros “P” válidos: 17 (53,12%) - Desaprovada
e) Votantes membros “P” + membros “O”: 87
f) Abstenções membros “P” + membros “O”: 18
g) Votantes membros “P” + membros “O” válidos: 69
h) Votos “NÃO” entre os membros “P” + membros “O” válidos: 18 (26,08%) - Desaprovada

Há assim um engano em se dizer que o voto “NÃO” do Brasil não foi validado (sic), pois ele foi contabilizado no critério de não ter mais de 25% de votos “NÃO”.

Mesmo que a porcentagem de votos “SIM” dados pelos membros “P” fosse maior que 66,66%, a proposta poderia ser rejeitada por apenas um único voto “NÃO” de um membro “O”. Pode-se observar pelo resultado que uma mudança de um voto de membro “O” de “NÃO” para “SIM” seria suficiente para o resultado passar de 26,08% para 24,63%.

Finalmente, não existe na ISO a quantificação de votos “SIM” entre os membros “P” + membros “O”, nem o valor de 75,01% para qualquer critério de análise.

Espero ter colaborado na elucidação do assunto.

Atenciosamente,

Eugenio Guilherme Tolstoy De Simone
Diretor de Normalização"


São estes os fatos...
A pergunta que não quer calar

Desde que vi o resultado da votação na ISO, fiquei com uma dúvida gigantesca:



Será que o Borat participou do comitê no Cazaquistão ?

Aguardo os comentários com as opiniões...
Resultado da votação na ISO

Saiu o resultado da votação da proposta OpenXML na ISO. A proposta não foi aprovada, uma vez que não obteve os 2/3 dos votos válidos (excluindo o votos Abstain) dos membros P, que seriam necessários para sua aprovação.

Olhando em mais detalhes a votação, vimos que 17 países votaram YES ao OpenXML, e considerando que eram 32 votos válidos (os países que votaram Abstain não entram nesta conta), o percentual alcançado foi de 53%. Eram necessários 66,66%. Pesquisando a Internet identificamos os países, membros P, que votaram YES, que foram Azerbaijão, Costa do Marfim, Chipre, Alemanha, Jamaica, Cazaquistão, Quenia, Libano, Malta, Paquistão, Arábia Saudita, Singapura, Suíça, Turquia, Uruguai, EUA e Venezuela.

Houveram 19 votos negativos, que de um total de 69 votos (contam-se todos neste caso, membros O e P), nos dá um percentual foi 26%. Seriam necessários 25% de votos negativos. Os países que votaram NO foram Brasil, Canadá, China, República Theca, Dinamarca, Equador, França, India, Iran, Irlanda, Japão, Coréia, Nova Zelândia, Noruega, Filipinas, África do Sul, Tailândia, Reino Unido e Cuba.

Muito países optaram por Abstain, como Argentina, Austrália, Bélgica, Chile, Finlândia, Holanda, Israel, Itália, México e outros.

O resultado final foi “disapproved”. Ficou claro que muitos países da comunidade internacional, como o Brasil, reconheceram que o OpenXML ainda precisa ser muito melhorado para alcançar o status de padrão aberto...
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