Comentários do ECMA sobre contraditórios

O Cezar Taurion publicou em seu blog um artigo destacando alguns comentários recebidos pelo ECMA em relação a aprovação via FastTrack do OpenXML na ISO.

Recomendo a todos a leitura do relatório completo clicando aqui . Eu particularmente fiz a leitura em ordem inversa a proposta no documento.

O ECMA agrupou os comentários recebidos e deu respostas "genéricas" aos grupos, e caso a caso comentou os contraditórios não agrupáveis. Por este motivo, recomendo que a leitura se inicie pelos comentários enviados, para que se possa ter uma idéia do posicionamento claro e global antes de analisar as respostas.

Em resumo, o que o mundo vê como contraditório, o ECMA acha natural e propõe em grande parte dos itens que a discussão técnica para dirimir qualquer dúvida se dê nos cinco meses de análise do pleito. Discute-se ainda o que vem a ser contraditório, uma vez que o termo não tem definição explicita na ISO (acredite se quiser...).

A ABNT já é membro "P" do JTC1/SC34 e deverá dar seu voto neste processo, e deveremos participar "ativamente" destas discussões através da ABNT pois afinal, o voto que ela levará será o de consenso e representará a posição brasileira.

Pela ação ou pela omissão de cada um é que influenciaremos nesta importante decisão... eu particularmente optei pela ação... e você ?
Você acha que queniano só é competente na São Silvestre ?

Estou finalizando a análise do relatório enviado pelo ECMA à ISO em resposta as contradições apresentadas pelos países membros "P" (como direito a voto) dentro do JTC1, referente a adoção do OpenXML (ECMA-376) como padrão ISO.

Estou extremamente impressionado com o trabalho realizado pelo Quênia, que apresentou um relatório contendo 13 contradições absolutamente relevantes, que vão desde argumentos extremamente técnicos (e muito bem embasados tecnicamente), passando por compatibilidade com padrões existentes e chegando a questionar os procedimentos adotados pelo ECMA.

Recomendo a todos a leitura na íntegra dos questionamentos feitos pelos quenianos, pois considero o trabalho realizado por eles extremamente competente e serve de exemplo a países membros "P" muito mais "evoluídos" que se limitaram a enviar meia dúzia de linha genéricas.

O documento completo está disponível aqui, mas faço questão de destacar as principais contradições apresentadas pelos quenianos (vou citar em inglês, para que não seja acusado de "adaptar a tradução" para nossa língua).

As contradições apresentadas pelos quenianos são as seguintes:

1 - First of all the specification is extremely large. Secondly, we have been unable to share it with everyone we wanted to because the networks will not support it;

2 - ECMA-376 contradicts The Gregorian Calendar and ISO 8601;

3 - ECMA-376 contradicts ISO/IEC 26300 (OpenDocument Format for Office Applications);

4 - ECMA-376 contradicts ISO/IEC 15445:2000 (HTML) and itself as it has inconsistent use of Percentage as a measurement unit;

5 - ECMA-376 contradicts ISO/IEC 15445:2000 (HTML) Colour definitions;

6 - ECMA-376 contradicts ISO 8879 as it is not human-legible;

7 - ECMA-376 contradicts ISO 216 with non-standard and inflexible paper-size naming;

8 - ECMA-376 is not drafted to the quality of International Standards;

9 - ECMA-376 was not properly submitted to ISO;

10 - ECMA-376 does NOT provide Backward Compatibility as claimed;

11 - ECMA-376 contradicts ISO JTC 1 Directives;

12 - It must be recommended that ECMA-376 to be reviewed thoroughly with a realistic time period, and not via a “Fast Track” process;

13 - The Ecma Office Open XML specification makes normative references to several technologies which are not described by existing International Standards, nor have they been developed by an Approved RS Originator Organization (ARO) as defined in Appendix N7 of the JTC1 Directives.

Recomendo portanto a todos a leitura do documento completo acima referenciado, com ênfase aos argumentos dos quenianos.

Destaco ainda, que eles aparentemente analisaram as 6.000 páginas do documento do ECMA em menos de 30 dias para poder apresentar um relatório tão sólido e referenciado como o deles.

E eu que achava que estes caras só eram bons em maratonas nas pistas de corridas... Por mim, ganharam a São Silvestre da competência técnica...
Prá relaxar um pouco...

Faz mais de um ano que tenho acompanhado o desenvolvimento do jogo "God of War II".

Prá quem não sabe, sou apaixonado por video games desde 1984... faz tempo...

O melhor jogo que já joguei nestes 22 anos de "gamer" foi o God of War, um jogo que é absolutamente perfeito (roteiro, dinâmica, ação, gráficos e tecnologia... muita tecnologia). Pude começar a jogar hoje o segundo episódio do jogo, o "God of War II".

Pelo que eu me lembro, foi o primeiro jogo a implementar o chamado "streaming", ou seja uma tecnologia em que o jogo vai carregando dinamicamente as próximas fases conforme você vai movimentando o personagem. Isso pode parecer besteira, mas depois de quase um mês grudado na frente do meu Playstation 2 jogando God Of War eu vi a infame tela de "Loading..." (ou carregando) apenas duas vezes.

Outra coisa que me fez grudar no controle foi a dinâmica do jogo, que mescla sequências de animação (ou filmes) com o próprio jogo de tal forma, que nunca se pode descuidar (até aquele filmimnho que normalmente é usado para uma pausa para o gole de cerveja se transforma em plena ação inesperadamente... "Nunca relaxais" poderia ser a regra número um deste jogo :) ). Eu acredito que o que está por trás disso é novamente o streaming, que carrega dinamicamente a cena do jogo enquanto o usuário está se "divertindo" com o filme.

O roteiro dos jogos (I e II) são absolutamente magníficos e têm uma continuidade incomparável a qualquer outro jogo do mesmo gênero que vi anteriormente (por isso recomendo aos novatos em God Of War que joguem o primeiro jogo antes de se "atrever" a encarar o II). Não é à toa que o roteiro do jogo foi comprado por um preço exorbitante em Hollywood e deverá ser lançado como filme ainda este ano. Basicamente a história é sobre um soldado espartano que depois de ter sua vida destruída tenta se tornar um Deus no Olimpo (isso na versão I do jogo). Quando consegue seu objetivo (início da versão II), não resiste á tentação de interferir nos combates na terra e é destituido do cargo, por Zeus pessoalmente (Atenas na verdade é quem está por trás de tudo... como sempre). Isso faz com que o guerreiro (Kratos) simplesmente declare guerra á todos os deuses do olimpo... e vai lutar contra a maioria deles (na primeira fase, o inimigo é somente o "Colosso de Rodes", nada que uma hora de pura adrenalina não resolva).(

Sem contar o suporte a widescreen e Progressive Scan (que aliás se encaixa perfeitamente na minha TV LCD, que confesso comprei prá poder jogar video game mesmo...) os recursos audio-visuais do jogo literalmente consomem cada bit que o console (PS2) pode fornecer. Ouso afirmar que nestes dois quesitos, ele ultrapassa alguns jogos "feitos ás pressas" para o Xbox360 e para o Playstation 3 (PS3).

Em resumo... Estou absolutamente entusiasmado com as próximas semanas (ou meses) de combate em "God of War II" (afinal o DVD é double layer, o que significa o dobro de desafios do jogo original), e recomendo a todos que antes de jogar a segunda versão, joguem a primeira... Kratos agradece :)

Prá quem não gosta ou não entende do mundo dos games, faça uma busca no youtube como o título "God of War II" e assistam alguns vídeos sobre o jogo (a textura da pele dos personagens não é desse mundo...). Prá quem acha que tecnologia só existem em "coisa séria", saiba que um Playstation três possui a bagatela de 10 núcleos (cores) de processamento e que ainda não foram nem de longe utilizados (falta gente prá conseguir escalonar tanto processamento assim)...

Por hoje chega, e vou voltar ao meu jogo (afinal o "pause" não dura para sempre)...
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